Sem dinheiro para comprar combustível, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul deixou de fazer patrulhamentos nas ruas e só atende emergências desde o início da semana.
O racionamento de gasolina e de diesel também atinge a Polícia Civil, responsável pela investigação de crimes, e o Corpo de Bombeiros. Há ainda carros em oficinas mecânicas sem previsão de conserto.
Segundo o governador André Puccinelli (PMDB), o Estado usou o dinheiro que tinha em caixa para pagar, nesta terça-feira, R$ 46,5 milhões da parcela da dívida atrasada com a União feita pelo seu antecessor, José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT.
Diante da crise financeira, o governador determinou corte de gastos, incluindo entre as medidas a redução na despesa com combustível para a segurança pública.
O comandante da PM, coronel Ademar Brites, afirmou ontem que cada um dos carros de polícia percorria mais de 300 km por dia nas principais cidades do Estado. Fazem agora, no máximo, 130 km.
