sexta, 6 de março de 2026

Sereno e sem medo, Thiago Braz explica salto do ouro

Só sobraram eles. De um lado, Renaud Lavillenie, o recordista mundial do salto com vara masculino, que um dia chegou a 6m16 sobre o sarrafo. Do outro, Thiago Braz e…

Só sobraram eles.

De um lado, Renaud Lavillenie, o recordista mundial do salto com vara masculino, que um dia chegou a 6m16 sobre o sarrafo. Do outro, Thiago Braz e uma torcida inteira ao seu lado no Estádio do Engenhão para a final dos Jogos Olímpicos, nesta segunda-feira.

E o menino de Marília (SP) superou o já lendário saltador francês para conquistar, com seus 6m03, a medalha de ouro em casa.

Hoje também foi um milagre. Fiquei contente pelo que aconteceu, com a conquista, com o meu salto, com o tempo de hoje – chove, para, chove. Tudo funcionou para que desse certo”, disse o atleta de 22 anos em entrevista.

Ele se igualou a Adhemar Ferreira da Silva, Joaquim Cruz e Maurren Maggi como campeões olímpicos do atletismo. E ainda não sabe como isso vai mudá-lo.

“Minha vida mudou, mas ainda nem sei ainda como, na realidade. É daqui para frente que eu vou percebendo aos poucos o que isso vai significar. Uma medalha olímpica é muito importante para a continuidade da minha carreira. Eu precisava disso, e a gente trabalhou muito duro para isso”, afirmou o hoje pupilo de Vitaly Petrov, o técnico que moldou Yelena Isinbayeva e Fabiana Murrer.

O momento de maior explosão aconteceu na segunda tentativa para 6m03: afinal, ele tinha como recorde pessoal 5m98. Mas Thiago Braz conseguiu.

O francês Lavillenie, já com dois saltos queimados, tentou chegar aos 6m08 e colocar pressão sobre o brasileiro. De novo, porém, o sarrafo caiu.

“Foi um sonho concluído, porque praticamente nem eu imaginei naquele momento… “Poxa, será que vai passar?” Na segunda tentativa, tentei tiras todos os lados negativos e até os positivos, que ficou me empurrando muito para frente. Se eu passasse do ponto, sabia que poderia errar. Tentei me zerar”, conta o novo campeão olímpico.

“Naquele momento eu estava tranquilo e sereno, e falei: “Não, vai dar certo”. Tentei não ter medo, e sabia que dava para passar”, cravou.

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