O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Raphael de Barros Monteiro, autorizou nesta segunda-feira o afastamento do ministro Paulo Medina por 28 dias. Medina alegou motivos de saúde para se afastar do cargo após ter sido citado nas investigações da Operação Furacão da Polícia Federal. De acordo com o STJ, o ministro ainda não será investigado porque o pedido formal de apuração do caso não foi entregue.
O pedido do ministro foi feito na última sexta-feira (20). Segundo o STJ, dois médicos do próprio tribunal atestaram a necessidade de o ministro se submeter a tratamento médico, embora não tenham especificado qual o problema.
O Procurador Geral da República, Antonio Fernando de Souza, disse ter encontrado indícios da participação do magistrado no esquema de vendas de sentenças judiciais.
Medina é irmão do advogado Virgílio Medina, preso durante a Operação Furacão (Hurricane, em inglês), da Polícia Federal. A decisão de afastar o ministro do STJ de suas funções terá de ser ratificada pelo plenário da Corte. Ainda não há data para este julgamento.
