segunda, 2 de março de 2026

Superclássico ou estorvo? Dunga testa time em duelo polêmico

asil e Argentina farão neste sábado, a partir das 9h05 (de Brasília), um duelo interessante, com técnicos em início de trabalho, Messi x Neymar, além de toda rivalidade que envolve…

asil e Argentina farão neste sábado, a partir das 9h05 (de Brasília), um duelo interessante, com técnicos em início de trabalho, Messi x Neymar, além de toda rivalidade que envolve o clássico.

Mas na verdade esses fatores criam uma “nuvem de fumaça” que esconde a chuva de críticas contra o Superclássico das Américas, torneio realizado desde 2011 sempre com polêmicas. Até agora foram dois anos de disputa, um cancelamento e sempre a sensação de que era um confronto dispensável. Agora disputado em jogo único, o Superclássico vai para Pequim talvez como última tentativa de salvar um Superestorvo que deve ser disputado até 2018. Mas nem assim escapou de fortes contestações.

O Superclássico nasceu em 2011 como reedição da Copa Rocca, realizada onze vezes entre 1914 e 1976, sempre com a mesma ideia: dar um trofeu para o vencedor do clássico entre Brasil e Argentina. Em meio a um calendário já inchado que devasta os clubes com desfalques em datas Fifa e sobrecarrega os atletas, Ricardo Teixeira e Julio Grondona, então presidentes das federações locais, assinaram um acordo para a realização anual do confronto até 2018. A organização ficou a cargo da Match e da Klefer, uma empresa de marketing esportivo de Kleber Leite, ex-presidente do Flamengo.

A princípio, ficou decidido que duas partidas seriam disputadas, cada uma em um país, mas fora das datas Fifa. A primeira reação foi dos clubes, que passaram a reclamar demais por serem obrigados a liberar seus jogadores em um período não oficial. Além disso, ninguém podia escalar atletas que atuvam na Europa, pois nenhum time liberaria. Sendo assim, o clássico ficava esvaziado de craques e banalizava uma rivalidade tão grande.

O Brasil levou os primeiros duelos para Belém e Goiânia, cidades ausentes da Copa 2014, e a Argentina para a afastada Resistencia em 2012, cidade de um aliado do governo Cristina Kirchner. O preço pago foi alto: faltou luz no modesto estádio em Resistencia, e o jogo de outubro foi cancelado. Com contrato a cumprir e sem datas, o duelo foi remarcado para dezembro em Buenos Aires. Os jogadores até adiaram as próprias férias para disputar a decisão, que terminou com vitória do Brasil nos pênaltis.

Os problemas não acabam por aí. Mano Menezes estava muito questionado como técnico, e os dirigentes queriam demiti-lo. Faltava um empurrão, e o fraco futebol com uma seleção local contribuiu, apesar do título. José Maria Marin resolveu trocá-lo por Luiz Felipe Scolari e alegou resultados inconsistentes nos últimos meses.

Percebendo a fria que poderiam entrar em 2013 diante de tantos problemas anteriores, os técnicos Felipão e Alejandro Sabella compraram a briga para evitar confrontos fora de propósito que em nada ajudariam na preparação da Copa. Conseguiram argumentar com as federações que os jogos só atrapalhariam, e eles foram cancelados.

Em 2014, a solução para o abacaxi que virou o Superclássico para AFA e CBF foi a realização de um jogo, em data Fifa, em campo neutro. Em teoria, com os melhores jogadores dos países disponíveis, o interesse no clássico voltaria. Mas a escolha do local, em Pequim, impôs uma série de desafios para duas seleções sul-americanas: longa viagem, difícil adaptação ao fuso horário, poluição excessiva e até dificuldades para tirar um simples visto. O técnico Dunga reclamou bastante de tudo.

Qual será a surpresa para o Superclássico de 2015? Para cumprir o contrato até 2018 será necessário encontrar mais quatro soluções que, pelo histórico turbulento, dificilmente agradará a todos os envolvidos.

Na frente da “nuvem de fumaça”

Tudo que é mais visível para a torcida acaba sendo mais importante. Então é preciso esquecer esquecer esses problemas de organização e observar como os times de Brasil e Argentina se prepararam para esse jogo.

O time de Dunga vai para a partida após duas vitórias, contra a Colômbia e Equador. A equipe está em formação, mas se vencer a Argentina já terá uma base consolidada para os próximos jogos, com Jefferson; Danilo, Miranda, David Luiz e Filipe Luis; Luiz Gustavo e Elias; Oscar, Neymar, Willian e Diego Tardelli.

A Argentina deve ter duas mudanças em relação ao time que enfrentou a Copa do Mundo. Uma delas chama atenção, por ser a troca do atacante Higuaín pelo meia Pastore, alterando a formação tática da equipe para um 4-3-1-2 com Romero; Zabaleta, Fernandez, Garay e Rojo; Mascherano, Pereyra e Di María; Pastore; Messi e Agüero.

O jogo entre Brasil e Argentina começará às 9h05 (de Brasília). Se a partida terminar empatada, vai para os pênaltis até decidir quem será o campeão do Superclássico das Américas. O Brasil venceu as duas edições anteriores e vai em busca do tri.

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