Moradores do distrito de Brasitânia que dependem do transporte coletivo para trabalhar em Fernandópolis estão denunciando as condições precárias e a grave superlotação da linha que interliga as duas localidades. Segundo os usuários, o micro-ônibus disponibilizado atualmente não comporta a demanda de passageiros, transformando o trajeto diário em um desafio à segurança.
Relatos de Insegurança e Desconforto
A principal reclamação concentra-se no primeiro horário da manhã, momento de maior fluxo de trabalhadores. De acordo com relatos colhidos com moradores do distrito, a situação é crítica:
- Capacidade Esgotada: Todas as poltronas do micro-ônibus são ocupadas rapidamente.
- Passageiros no Chão: Devido à falta de espaço, muitos usuários são obrigados a fazer a viagem sentados no assoalho do veículo.
- Trajeto em Pé: O restante dos passageiros segue todo o percurso de pé, espremidos no corredor do micro-ônibus.
Perigo na Rodovia Percy Waldir Semeghini
O que mais preocupa os usuários não é apenas o desconforto, mas o alto risco de acidentes. O trajeto entre Brasitânia e Fernandópolis percorre cerca de 20 km pela Rodovia Percy Waldir Semeghini.
O tráfego de passageiros em pé ou sentados no chão em um veículo que circula em alta velocidade por uma rodovia estadual infringe normas de segurança viária e coloca vidas em perigo em caso de frenagens bruscas ou colisões.
“Há necessidade de um veículo bem maior para garantir a demanda e a segurança dos passageiros. Se a prefeitura quer prestar um bom serviço, que faça direito”, desabafou uma moradora do distrito que utiliza a linha diariamente.
Próximos Passos
A população cobra uma atitude imediata da administração municipal e da nova empresa responsável pelo transporte coletivo para que um ônibus de maior porte seja escalado para os horários de pico, garantindo que todos os trabalhadores possam viajar sentados e com o cinto de segurança.
