O homem de 37 anos que havia sido preso em 8 de julho, suspeito de envolvimento no latrocínio dos irmãos Roberto e Gilberto Massao Sato, em Votuporanga, foi colocado em liberdade nesta quinta-feira (24). A Justiça revogou a prisão preventiva após o inquérito policial não encontrar provas suficientes que comprovassem sua participação no crime.
Na decisão, a juíza Maria Letícia Pozzi Buassi destacou a ausência de provas objetivas contra o investigado. A única menção sobre seu suposto envolvimento veio da confissão do primeiro preso, que foi detido em flagrante com o carro das vítimas. No entanto, imagens de câmeras de segurança e outros documentos mostraram que o suspeito estava em outro local, tratando de assuntos pessoais, no momento em que o crime ocorreu.
Durante o inquérito, a companheira do primeiro suspeito também afirmou que ele estava sozinho após o latrocínio. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), indicou que a versão do segundo investigado era compatível com os dados apurados e que não houve confirmação de sua presença no local do crime ou participação na ação criminosa.
Diante disso, a Justiça substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. Ele deverá comparecer obrigatoriamente em juízo, está proibido de ter contato com os demais investigados e precisa manter seu endereço atualizado.
O homem havia sido preso pela DIG no bairro Vila Carvalho, mas reside no Jardim Bom Clima. Ele tem passagens anteriores por tráfico de drogas, mas sempre negou qualquer envolvimento com o latrocínio. O crime, que chocou Votuporanga pela brutalidade, segue sendo investigado.
