A nota oficial assinada por Bruno Paiva, Marcelo Goldfarb e Marcelo Robalinho, empresários de Dudu, que falou em “apequenamento do Corinthians” após a concretização da ida do atacante para o rival Palmeiras, causou indignação na diretoria alvinegra. A resposta veio em duas frentes: com o gerente de futebol do clube, Edu Gaspar, e com o diretor de futebol, Ronaldo Ximenes.
Em Fort Lauderdale (EUA), Edu demonstrou irritação com os agentes do atacante que estava na mira do Timão. Ao ser questionado pela reportagem do LANCE!Net sobre o assunto, o gerente mandou um recado ao trio.
– Depois dessa frase eles vão ter de aguentar as consequências… – afirmou, sem entrar em maiores detalhes sobre o assunto.
No Brasil, Ronaldo Ximenes também desabafou e respondeu aos empresários. Em entrevista à Rádio Transamérica, o diretor de futebol se lembrou dos títulos conquistados pela atual gestão do clube de Parque São Jorge.
– Se apequenar é não ter gestão profissional, e isso o Corinthians sempre teve. Tanto tem que conquistou tudo o que um clube brasileiro pode conquistar nos últimos anos – afirmou o dirigente que, posteriormente, à Rádio Globo, em referência ao Brasileirão de 2011, a Libertadores e o Mundial de 2012 e ao Paulistão e a Recopa Sul-Americana de 2013.
– Eles foram infelizes, essa nota é infeliz, como se pode dizer isso diante de tantos títulos? Não há como ser pequeno diante de tantas conquistas, eles são dignos de respeito, mas infelizmente estão equivocados. Corinthians é grande há 104 anos e será sempre, não apenas a partir do dia 7 de fevereiro – completou Ximenes.
Bruno Paiva, Marcelo Goldfarb e Marcelo Robalinho também são empresários do atacante peruano Paolo Guerrero, que negocia há meses a renovação de seu contrato com o Corinthians. As negociações estão paradas e serão retomadas, provavelmente, após a eleição presidencial no clube, marcada para o dia 7 de fevereiro.
– Não vejo assim (que terá problema para negociar). Se eles quiserem esperar para conversar, o maior prejudicado será o Paolo, que quer renovar conosco. Queremos isso, mas dentro de uma situação que é “pagável” – afirmou o diretor de futebol.
