Doze vagões de um trem da América Latina Logística (ALL) descarrilaram, ontem de madrugada, na zona rural de Bálsamo. As composições, que estavam carregadas com soja, seguiam do Mato Grosso do Sul com destino ao Porto de Santos e saíram dos trilhos por volta da 1 hora. Foi o terceiro acidente do tipo em um mês.
Na última sexta-feira, sete vagões de um trem descarrilaram no perímetro urbano de Meridiano – o local é próximo de onde, no dia 13 do mês passado, 10 vagões tombaram e oito descarrilaram, destruindo uma estação desativada e parando a pouco metros de residências. No descarrilamento de ontem foram danificados cerca de 200 metros da linha férrea.
Segundo a concessionária, aproximadamente 100 toneladas de soja vazaram de dois vagões, porém funcionários que faziam a retirada do produto afirmaram que foram perdidas cerca de 500 toneladas da carga, que estavam em quatro vagões. Cada vagão carregava entre 60 e 130 toneladas de grãos. Por ser um local de difícil acesso, o trabalho para retirada do produto e remoção dos vagões teve de ser realizado manualmente por cerca de 30 trabalhadores.
Segundo a assessoria de imprensa da ALL, diariamente passam 16 composições pela linha férrea. A empresa previa que os trabalhos para liberação da via deveriam ser concluídos até as 20 horas de ontem. Mesmo assim, informou que não haveria prejuízo para os outros trens que ficaram temporariamente impedidos de trafegar.
Uma sindicância foi instaurada para investigar os motivos do descarrilamento. A ALL quer identificar se o problema foi mecânico, na via ou mesmo se houve alguma influência climática. Funcionários da empresa, que não quiseram se identificar, informaram que a carga estava sendo protegida contra saques por seguranças particulares.
A assessoria de imprensa da ALL disse que o vazamento da carga ocorreu no transbordo da soja, e não durante o acidente e que toda a carga é segurada. Na mesma nota, a assessoria afirmou que a empresa concluiu em março a manutenção do trecho ferroviário de Rio Preto, com investimento de R$ 1,3 milhão para troca de 8,6 mil dormentes, 17 mil metros de trilhos, substituição de quase seis mil metros de lastros, nivelamento em todo o trecho, além de limpeza de bueiros e canaletas.
