segunda, 2 de março de 2026

Trio será julgado em Tribunal do Júri por tentativa de homicídio e roubo em Rio Preto

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu que três dos quatro réus acusados de tentativa de homicídio e roubo devem ser levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. A juíza Gláucia Véspoli dos Santos Ramos de Oliveira, da Vara do Júri e do Juizado Especial Criminal, pronunciou Kalyson Signorini De Angelo Macedo, Jonnatan Carlos Pinheiro Camargo Esbrissa, e Roberto Antônio Brito de Souza (“Junim da Baiana”). Um quarto réu, G. B. V. (“Zoio de Gato”), foi impronunciado e teve sua prisão revogada por falta de indícios suficientes de autoria.

A decisão se refere a um ataque ocorrido em 15 de julho de 2024, por volta das 18h26, em uma transportadora na Rua Raul de Carvalho. Segundo a denúncia, os acusados, juntamente com um adolescente e um quarto indivíduo, agiram motivados por uma “guerra de bairros”, acreditando que a vítima A.C.S.C.S. estava envolvida no homicídio de um amigo.

Detalhes do crime e as provas que levaram à pronúncia

A investigação aponta que dois dos acusados em motocicletas invadiram o local e dispararam contra a vítima, que conseguiu fugir. Uma segunda vítima, D.F.M., foi atingida de raspão por um dos tiros que atingiu seu celular e uma caneta. Após a tentativa de homicídio, os criminosos roubaram uma motocicleta Yamaha XT 660, que mais tarde foi incendiada.

A juíza considerou que há indícios suficientes para submeter os réus Kalyson, Jonnatan e Roberto ao júri popular, com base nas seguintes evidências:

  • Vigilância e Ameaças: Câmeras de segurança registraram um veículo HB20 branco, de propriedade de Kalyson, circulando várias vezes em frente à transportadora. A vítima A.C.S.C.S. relatou que, dias depois do crime, recebeu uma videochamada de Kalyson e Roberto, que se gabaram do roubo da moto e o ameaçaram de morte. O fato de Kalyson ter sido preso no litoral, conforme a vítima havia dito que ele estaria na ligação, reforçou as suspeitas.
  • Vínculo com o adolescente: Kalyson e Roberto foram detidos no dia seguinte ao crime na companhia do adolescente P.W.O.R., que foi reconhecido por uma testemunha como o piloto de uma das motos e também postou um vídeo da moto roubada em chamas nas redes sociais.
  • Conexão com o ataque: Jonnatan foi ligado ao crime após a vítima A.C.S.C.S. afirmar que ele costumava andar com um comparsa já falecido e possuía uma motocicleta e um capacete com as mesmas características usadas no ataque.

Impronúncia de um dos réus

Apesar de ter sido inicialmente reconhecido na fase policial como um dos invasores, Gabriel Bernardes Vítolo foi impronunciado. A decisão judicial foi baseada na retratação da vítima P.G.S., que em juízo afirmou ter se enganado no reconhecimento e que o verdadeiro invasor era o réu Roberto. Outra vítima também declarou ser incapaz de reconhecer o autor do crime. Por essa razão, a juíza concluiu que não havia indícios suficientes para levá-lo a julgamento, revogando sua prisão preventiva.

Com a decisão, os três réus pronunciados, que permanecem presos, serão julgados pelo Tribunal do Júri popular pelas acusações de tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, perigo comum, emboscada e emprego de arma de uso restrito, além de roubo qualificado e corrupção de menores. A decisão final sobre a culpabilidade deles caberá aos jurados.

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