O segurança Keven Ígor Silveira Novaes, de 25 anos, foi indiciado nesta quarta-feira (26) por homicídio doloso qualificado pelo assassinato do empresário Geovani Svolkin, de 30 anos, em São José do Rio Preto (SP). O crime completa um mês nesta data.
Keven é o suspeito de atirar duas vezes contra a vítima durante uma discussão ocorrida na área externa de um bar, registrada por clientes. Após o crime, o suspeito fugiu e é considerado foragido pela Justiça, que emitiu um pedido de prisão temporária contra ele.
Contradição em Laudos de Balística
As investigações do caso continuam abertas e dependem do resultado de um laudo pericial complementar. A necessidade de aprofundamento surgiu após o Instituto de Criminalística (IC) emitir um novo laudo que contradiz o documento inicial do Instituto Médico Legal (IML).
- O laudo inicial do IML indicou que os dois tiros que atingiram Geovani foram feitos pela frente.
- O laudo do IC aponta que um dos disparos foi feito pelas costas da vítima.
Diante da divergência, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou um laudo complementar. A Justiça deu um prazo de 90 dias para a conclusão do inquérito.
Motivação e Arma Ilegal
A investigação aponta que a briga teria começado por ciúmes, após o irmão de Geovani se incomodar com o suspeito, que estaria interessado em uma amiga dele. Geovani se envolveu na discussão para defender o irmão e acabou baleado.
A arma usada no assassinato, uma pistola “ponto 40” (uso restrito), pertence ao pai de Keven, que é Caçador, Atirador e Colecionador (CAC). Por não haver registro de autorização da Polícia Federal para que Keven portasse a arma, o pai do suspeito foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo.
Os advogados de defesa de Keven informaram em nota que aguardarão o processo na Justiça para se pronunciarem.
