O vereador Carlos Cabral utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Fernandópolis em sessão realizada na tarde desta quinta-feira, dia 18, para traçar uma linha clara entre sua trajetória profissional e seu posicionamento político frente à atual gestão do prefeito João Cantarella.
Com uma bagagem de 39 anos dedicados à área do ensino, tendo inclusive ocupado os cargos de diretor e secretário Municipal de Educação, o parlamentar enfatizou que sua identidade como educador permanece acima de qualquer alinhamento partidário.
Ele fez questão de manifestar profunda gratidão aos seus antigos colaboradores, definindo-os como essenciais em sua caminhada e garantindo que jamais lhes virará as costas, independentemente das pressões do cenário político. No entanto, o tom de gratidão dividiu espaço com críticas diretas à falta de abertura do Poder Executivo para sugestões técnicas enviadas pela Câmara.
Cabral relatou ter buscado o prefeito, a secretária de Educação (Valdete Magalhães) e a equipe de supervisão para apontar a necessidade de ajustes e alterações em diversas ações da pasta, mas lamentou que suas recomendações não tenham sido acatadas pela administração municipal, apesar de ter mantido um posicionamento firme e próximo ao gabinete durante todo o período.
Esse distanciamento nas decisões estratégicas serviu de base para que o vereador contestasse publicamente informações veiculadas recentemente pela imprensa local. Segundo o parlamentar, a mídia incorre em erro ao afirmar que seu apoio aos atos da Secretaria de Educação seria de 100%. Cabral afirmou categoricamente que não foi favorável a tudo o que ocorreu na gestão da pasta e que manteve seus pontos de vista profissionais inalterados desde o início dos processos.
Para ilustrar essa divergência, ele citou como exemplo a criação dos cargos de Auxiliar de Educação (AE), classificando a iniciativa como excelente para o município, mas registrando ressalvas severas quanto à forma como todo o processo administrativo foi conduzido pela prefeitura. Ao reafirmar sua independência política e técnica, Cabral encerrou seu posicionamento comparando sua atuação a um farol em uma costa rochosa.
Para o vereador, sua função no Legislativo é emitir sinais próprios para alertar sobre perigos e indicar direções seguras para a cidade, independentemente de os gestores do “navio” administrativo escolherem ou não seguir a luz de sua experiência.
