Um vídeo que circula nas redes sociais tem provocado forte reação da comunidade de Fernandópolis ao mostrar o homem suspeito de esfaquear um adolescente de 14 anos conversando com a mãe do jovem na porta da delegacia. As imagens foram registradas horas após o crime, ocorrido na madrugada do último domingo (28). No diálogo, o homem tenta justificar o ataque alegando que agiu após ser agredido com tapas e um soco, afirmando ainda ser pai de seis filhos e que não tinha a intenção de ferir ninguém. A mãe, visivelmente abalada, questiona as motivações do agressor enquanto ele é chamado para entrar no plantão policial.
O caso teve início quando o adolescente e um amigo aceitaram a carona de um desconhecido em um posto de combustíveis. Durante o trajeto, o motorista teria desviado o caminho para uma estrada de terra, o que assustou os jovens. O amigo conseguiu pular do veículo em movimento e fugir para buscar ajuda, mas a vítima permaneceu no carro e acabou sendo atingida por golpes de faca. O adolescente foi socorrido e levado inicialmente à Santa Casa de Fernandópolis, sendo transferido posteriormente para um hospital em São José do Rio Preto devido à gravidade dos ferimentos, onde permanece em estado crítico.
A liberação do suspeito logo após o registro da ocorrência é o principal motivo da revolta de familiares e moradores. Embora tenha sido autuado por lesão corporal e embriaguez ao volante, a autoridade policial permitiu que ele responda ao processo em liberdade. Até o momento, não foram detalhados os critérios técnicos que levaram a essa decisão, nem se foram realizados exames complementares de alcoolemia, o que mantém o clima de tensão e cobrança por justiça na cidade.
A Polícia Civil segue investigando a dinâmica do ataque e analisando o conteúdo do vídeo para entender o contexto das declarações do suspeito. Enquanto isso, a população acompanha com apreensão as atualizações sobre o estado de saúde do jovem, que é considerado delicado. O episódio levanta discussões sobre a segurança de caronas com desconhecidos e o rigor das leis em casos de violência grave contra menores de idade.
